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O filme de Morgan Freeman que arrecadou menos que um ingresso
“Momentum” virou símbolo de fracasso nas bilheterias britânicas, mas nasceu de uma promessa de amizade.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 07/02/2026 06:00
Entretenimento
Morgan Freeman em cena do filme 'Momentum' (Foto: Reprodução)

Na história do cinema, há produções que decepcionam nas bilheterias — e há aquelas que simplesmente desaparecem. Foi o caso de Momentum (2015), thriller estrelado por Morgan Freeman, que arrecadou apenas 46 libras em seu fim de semana de estreia no Reino Unido. O valor inferior ao preço médio de alguns ingressos individuais.


Apesar do resultado constrangedor, a participação de Freeman no projeto não teve relação com altos cachês ou ambições por premiações. Aos 88 anos, o ator aceitou o papel por um motivo pessoal: lealdade. O diretor do longa, Stephen Campanelli, havia trabalhado como operador de câmera em produções estreladas por Freeman e cultivado uma relação de amizade com o ator ao longo dos anos.


Um lançamento quase invisível


Protagonizado por Olga Kurylenko, o filme acompanha uma ex-agente da CIA envolvida em uma conspiração internacional. No entanto, o desempenho comercial foi prejudicado por uma estratégia de distribuição limitada: Momentum foi exibido em apenas dez salas no Reino Unido, com média de arrecadação de 4,6 libras por cinema. Praticamente sessões vazias.

Curiosamente, o longa não chegou aos cinemas dos Estados Unidos e teve desempenho um pouco mais expressivo na Rússia, onde arrecadou cerca de 250 mil dólares. Ainda assim, o fiasco britânico entrou para a lista de estreias mais discretas da carreira de Freeman.


A conexão com Clint Eastwood


O elo entre Freeman e Campanelli remonta aos bastidores de produções ligadas à Malpaso, empresa associada a Clint Eastwood. Campanelli construiu carreira como operador de câmera em projetos de Eastwood e trabalhou ao lado de Freeman em longas anteriores. Segundo o diretor, o ator teria dito que aceitaria participar de um filme seu quando ele assumisse a direção, promessa que se concretizou em Momentum.


No longa, Freeman interpreta um senador norte-americano. Mesmo com sua presença, a produção não conseguiu atrair público suficiente nas bilheterias britânicas.


Mais do que um episódio curioso sobre números decepcionantes, a história de Momentum revela um aspecto menos visível de Hollywood: a força das relações pessoais. Para Freeman, o filme pode não ter sido um sucesso comercial, mas representou algo raro na indústria, que é cumprir a palavra dada.

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