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Música da noite: quando o silêncio vira resistência
Sixpence None The Richer transforma o clássico em sussurro etéreo e melancolia luminosa.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 11/02/2026 19:24 • Atualizado 11/02/2026 19:24
Música
A voz de Leigh Nash não impõ, ela paira em “Don’t Dream It’s Over” (Foto: Reprodução)

Há algo quase espectral na versão de Sixpence None The Richer para “Don’t Dream It’s Over”. O que já era delicado na composição original ganha contornos ainda mais íntimos aqui, como se a música estivesse sendo cantada no meio de um quarto escuro, iluminado apenas por uma fresta de janela. A voz de Leigh Nash não impõ, ela paira.

O arranjo desacelera o tempo e deixa espaços. Entre um acorde e outro, há respiração. A canção deixa de soar como hino radiofônico e vira confissão. O “hey now” não é convocação coletiva, é quase um pedido, uma lembrança de que o mundo pode estar desmoronando lá fora, mas ainda existe algo a preservar por dentro.

O videoclipe oficial acompanha essa atmosfera com simplicidade quase artesanal. Nada de espetáculo grandioso. Apenas a banda, a canção e a sensação de que resistência também pode ser suave. Não é sobre gritar contra o caos. trata-se de permanecer, delicadamente, apesar dele.

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