O clipe foi concebido como uma experiência coletiva construída em diálogo com as comunidades indígenas da região. Durante as gravações, moradores do território participaram ativamente do processo, acompanharam as filmagens, cantaram e se reconheceram nas imagens que compõem o trabalho.
A proposta central do projeto foi construir uma obra baseada no respeito cultural e na troca de saberes, valorizando a presença e a voz das comunidades envolvidas. O clipe foi filmado na Universidade Indígena localizada na região de Araribóia, em um processo realizado com a participação direta das lideranças locais.
A realização contou com o apoio do Instituto Tukàn e da Universidade Indígena, instituições que colaboraram para viabilizar o encontro entre artistas e comunidades. O projeto também teve a contribuição das lideranças Fabiana Guajajara e Silvio Guajajara, que participaram das articulações e ajudaram a fortalecer a relação de confiança com os povos do território.
Segundo a equipe envolvida na produção, o clipe representa um encontro verdadeiro entre universos culturais distintos, construído a partir da escuta, do respeito e da valorização das tradições indígenas.
Produção reúne equipe do audiovisual maranhense
A direção do clipe é assinada por Taciano Brito e Arturo Saboia, com produção executiva de Carolina Jordão. O projeto foi realizado pelas produtoras Katufilm e Climax Filmes.
A direção de fotografia ficou a cargo de Fábio Barros e Taciano Brito, enquanto a montagem foi realizada por Arturo Saboia em parceria com Taciano Brito. A produção de set teve coordenação de Vitória Avelino.
O trabalho também contou com captação por drone e making of de Eduardo Moura, além de imagens registradas por Taciano Brito, Fábio Barros e Luiza Fernandes.
Com “ANAUÊ”, Flávia Bittencourt reforça sua conexão com as raízes culturais do Maranhão e apresenta um projeto que transforma a música em ponte entre arte contemporânea e saberes ancestrais.