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Regiane Araújo lança “Núcleo Terrestre” e inaugura nova fase sonora
Primeiro single do projeto Equatoriana mistura reggae, afrobeat e memória afetiva em uma narrativa íntima sobre ausência e reconstrução.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 25/03/2026 10:51 • Atualizado 25/03/2026 10:52
Música
O lançamento chega às plataformas digitais acompanhado de um pocket show no Reocupa (Foto: Divulgação)

A cantora e compositora maranhense Regiane Araújo apresenta, no dia 30 de março, o single “Núcleo Terrestre”, faixa que abre os caminhos do projeto autoral Equatoriana. O lançamento chega às plataformas digitais acompanhado de um pocket show no Reocupa, espaço cultural localizado na Rua da Estrela, no Centro Histórico de São Luís.

A canção nasce de um gesto de encontro e reverência. Inspirada na artista Nicole Terrestre, Regiane resgata uma tradição muito própria da cena reggae maranhense, onde músicas ganham nomes femininos como forma de homenagem e permanência. Aqui, o nome não é apenas título. É território, identidade e reconhecimento.


Sonoramente, “Núcleo Terrestre” se move com liberdade. O reggae serve como base, enquanto o pop e o afrobeat ampliam os horizontes. Há também marcas locais que atravessam a faixa, como ecos do tambor de crioula, criando uma textura que pertence ao Maranhão e ao mundo ao mesmo tempo. A participação de Helton Borges, no violino e nos versos, adiciona uma camada sensível, quase cinematográfica, que sustenta a atmosfera da música.


A produção reúne nomes como Jaxx (Fufu Records), Renato Araújo, Migga Freitas e Jesiel Bivis, com mixagem e masterização assinadas por Victor Vaughan. O resultado aponta para uma estética contemporânea, que dialoga com a música jamaicana e com o afropop atual, sem perder o vínculo com a origem.


No centro da composição, um tema delicado. A ausência paterna surge como ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre abandono, afeto e construção de si. Regiane transforma experiência pessoal em linguagem compartilhada, abrindo espaço para que outras histórias se reconheçam ali.


“Núcleo Terrestre” também funciona como portal para Equatoriana, um projeto que olha para dentro e para o entorno. A artista propõe uma travessia guiada por memória, território e pertencimento. Uma espécie de cartografia emocional, onde cada faixa aponta para um ponto de origem e, ao mesmo tempo, para um possível recomeço.

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