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Laura Amélia Damous lança novo livro de poemas na AML
Obra “O tempo das manhãs trêmulas” reúne memória, espiritualidade e experiências íntimas em poesia de linguagem precisa.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 25/03/2026 18:22 • Atualizado 25/03/2026 18:22
Cultura
Laura Amélia Damous construiu uma trajetória consolidada na literatura maranhense (Foto: Divulgação)

A Academia Maranhense de Letras promove, nesta quinta-feira (26), às 18h30, o lançamento de O tempo das manhãs trêmulas, novo livro da poeta Laura Amélia Damous. O evento será realizado na sede da instituição, no Centro de São Luís, com entrada aberta ao público.

A obra marca o sexto título da autora e reafirma uma escrita que aposta na força da síntese e na delicadeza da palavra. Os poemas transitam por temas como memória, religiosidade e cotidiano, sempre ancorados em experiências pessoais que ganham forma em versos contidos e densos.


O livro mantém traços característicos da trajetória de Laura Amélia, como a economia de linguagem e a construção de imagens que aproximam o íntimo do universal. Há uma presença constante da infância, da vida no interior do Maranhão e de elementos simbólicos que atravessam a obra, como a noite e a espiritualidade.


No prefácio, o poeta e jornalista Fernando Abreu destaca a emoção como eixo central da escrita da autora. Segundo ele, os poemas nascem de vivências profundas que se transformam em linguagem e encontram ressonância no leitor.


A organização dos textos propõe uma leitura fluida, permitindo diferentes caminhos de interpretação, como um conjunto que se revela aos poucos.


Natural de Turiaçu, Laura Amélia Damous construiu uma trajetória consolidada na literatura maranhense, com títulos como Brevíssima canção do amor constante, Arco de Tempo, Traje de luzes, Cimitarra, Arabesco e Inventário dos sentidos. Além da atuação literária, também ocupou cargos relevantes na cultura do estado, como a direção do Teatro Arthur Azevedo e a Secretaria de Cultura.

 
O lançamento reforça a presença ativa da autora na cena literária e convida o público a um encontro com uma poesia que se constrói no silêncio, na memória e na precisão dos gestos.

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