No meio do excesso de informações que circula diariamente nas redes, separar o que é fato do que é boato virou um desafio, principalmente entre os mais jovens. Em São Luís, uma iniciativa aposta em um caminho diferente para enfrentar esse cenário: transformar o combate à desinformação em experiência interativa.
O projeto Caçadores de Verdades acaba de lançar a primeira fase de um game educativo que será apresentado a estudantes do Centro de Ensino Maria José de Aragão, na Cidade Operária. A proposta mistura tecnologia, narrativa e pensamento crítico em uma dinâmica que convida o aluno a investigar antes de acreditar.
Ambientado na fictícia Fuxicópolis, o jogo coloca o participante no papel de um investigador digital. A missão é reunir pistas, ouvir versões diferentes e checar fontes antes de tomar decisões. Um exercício direto sobre como lidar com fake news no cotidiano. A ideia é simples, mas potente para aprender fazendo.
Para os idealizadores, o impacto da desinformação vai além das telas. Muitas vezes, conteúdos enganosos chegam dentro de casa por meio de mensagens e vídeos compartilhados sem verificação. Ao trabalhar com jovens, o projeto busca formar multiplicadores, capazes de levar esse senso crítico para outros ambientes.
A programação na escola será dividida em duas etapas. No dia 8 de maio, os estudantes participam de uma roda de conversa sobre fake news, abrindo espaço para diálogo e troca de experiências. Já no dia 12, acontece a fase prática, com testes do jogo e participação ativa dos alunos no desenvolvimento da proposta.
Realizado com apoio da Lei Paulo Gustavo, o projeto reúne a Liga Acadêmica de Desenvolvimento de Games da UNDB, a Poli Companhia e a Organik Produções Culturais. A iniciativa conecta educação, cultura digital e participação estudantil para enfrentar um dos principais desafios da atualidade: a circulação de informações falsas.