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Centro Histórico vira tela viva com mostra de videomapping em São Luís
MAPA ocupa fachadas com projeções inéditas e conecta memória, território e arte digital em experiência gratuita.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 06/05/2026 17:16 • Atualizado 06/05/2026 17:16
Cultura
Evento transforma as fachadas de prédios em superfícies narrativas por meio do videomapping (Foto: Divulgação)

O Centro Histórico de São Luís vai ganhar novas camadas de imagem e significado nos dias 22 e 23 de maio, a partir das 19h, com a estreia da Mostra de Imagem em Movimento – MAPA. Gratuito e a céu aberto, o evento transforma as fachadas de prédios históricos em superfícies narrativas por meio do videomapping, ocupando as praças Nauro Machado e Valdelino Cécio.

A proposta nasce de uma imersão artística nas comunidades ao longo da Estrada de Ferro Carajás, no noroeste maranhense. A curadoria reúne obras que dialogam com tradições populares, paisagens afetivas e a relação entre memória e território, criando uma espécie de cartografia sensível projetada sobre a cidade.


O eixo local da mostra reúne cinco artistas maranhenses: Acaique, Dinho Araújo, Inke, Ramusyo Brasil e Silvana Mendes. Cada um contribui com linguagens que transitam entre fotografia, pintura digital, colagem e videoarte, compondo um mosaico de experiências visuais que partem do cotidiano e se expandem para o campo simbólico.


Entre os destaques está a estreia de “Uma Casinha no Trilho” (2025), de Acaique, que revisita memórias de infância em Coroatá, cidade atravessada pela linha férrea. Também integram a programação obras como “História da Terra”, de Dinho Araújo; “Frágil Dureza”, de Inke; “Temp(l)o do Rosa Fixado”, de Ramusyo Brasil; e “Sol de Meio Dia”, de Silvana Mendes.


O MAPA também amplia seu alcance ao incorporar artistas do Pará, como Bárbara Savannah, Ícaro Matos, Juruna, Leonardo Venturieri e Rafa Cardozo, fortalecendo o diálogo entre diferentes territórios e visões sobre pertencimento.


Após São Luís, a mostra segue para Belém, nos dias 29 e 30 de maio, e encerra o circuito em Brasília, entre 9 e 31 de julho, na Casa da Cultura da América Latina.


Realizado pela OPACCA Produção de Imagem, o projeto aposta na tecnologia como ferramenta de reinvenção do espaço urbano. Ao projetar imagens sobre a arquitetura histórica, o MAPA convida o público a redescobrir a cidade, não apenas como cenário, mas como superfície viva de histórias e memórias.

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