Nesta quinta-feira, 18 de junho, o mundo celebra o nascimento de um dos maiores patrimônios vivos da cultura ocidental. Sir James Paul McCartney completa 84 anos de uma existência inteiramente dedicada à beleza do som. Nascido em Liverpool no ano de 1942, o músico testemunhou a transformação do século XX e foi o principal arquiteto da trilha sonora que embalou revoluções comportamentais, amores e melancolias de pelo menos quatro gerações.
Falar de Paul é navegar por um catálogo que se confunde com a própria história da música popular moderna. Ao lado de John Lennon, ele estabeleceu os parâmetros do que viria a ser a composição pop e o rock de vanguarda. Mas o seu maior trunfo sempre foi a engenharia da melodia perfeita, aquela capacidade quase divina de criar linhas de baixo inesquecíveis e refrões que parecem existir no éter antes mesmo de serem escritos.
De "Yesterday" à psicodelia barroca de "Penny Lane", Paul provou que a sofisticação e o apelo de massa podiam caminhar de mãos dadas sem nenhuma concessão artística.
Celebrar os 84 anos de McCartney hoje, em plena era dos algoritmos efêmeros, é um exercício de reverência a um artista que se recusa a se aposentar do próprio gênio. Seja em arenas lotadas ao redor do globo, onde continua desfilando clássicos dos Beatles, dos Wings e de sua sólida carreira solo, ou em estúdio testando novas texturas eletrônicas, Paul permanece como o norte magnético da canção. Ele é a prova viva de que certas genialidades simplesmente se tornam atemporais, ecoando como um hino de otimismo enquanto o mundo continua a girar.