O romance entre John Travolta e Olivia Newton-John, eternizado na tela em Grease: Nos Tempos da Brilhantina (1978), quase se tornou realidade fora dos cinemas. No entanto, uma nova biografia da cantora revela que a relação não avançou por causa das diferenças religiosas entre os dois.
Segundo o livro A Little More Love: The Life and Legacy of Olivia Newton-John, escrito por Matthew Hild, a principal barreira para o relacionamento foi a ligação de Travolta com a Cientologia (movimento religioso fundado pelo escritor norte-americano L. Ron Hubbard na década de 1950, conhecido por suas crenças espirituais e por gerar debates e controvérsias ao redor do mundo).
Amor à primeira vista
Antes mesmo de Grease chegar aos cinemas, Travolta teria desempenhado um papel decisivo para que Olivia integrasse o elenco. Na época, o ator insistiu para que ela realizasse um teste para interpretar Sandy Olsson, acreditando que ninguém seria melhor para o papel.
A escolha se mostrou acertada. A química entre Sandy e Danny Zuko ajudou a transformar o musical em um fenômeno mundial, com arrecadação superior a US$ 360 milhões e status de clássico do cinema.
Segundo fontes ouvidas pelo Radar Online, Travolta se apaixonou por Olivia logo nos primeiros encontros durante a produção.
A religião mudou o rumo da história
A biografia revela que Olivia também se sentia atraída pelo colega, mas hesitou ao descobrir que ele havia se convertido à Cientologia dois anos antes das filmagens de Grease.

Olivia revelou em biografia que a Cientologia a afastou de John Travolta (Foto: Divulgação)
Anos depois, já curiosa sobre como funcionava a religião, a artista teria perguntado a um amigo se, caso tivesse se casado com Travolta, seria esperado que ela também aderisse à Cientologia.
Ao ouvir que isso não seria obrigatório, mas fortemente incentivado, Olivia teria encerrado a conversa dizendo:
"Obrigado. Isso era tudo que eu precisava saber."
A decisão colocou um ponto final em qualquer possibilidade de relacionamento amoroso entre os dois.
Uma amizade que durou décadas
Embora nunca tenham assumido um romance, John Travolta e Olivia Newton-John mantiveram uma amizade próxima por cerca de 45 anos. Eles voltaram a trabalhar juntos em Embalos a Dois (1983) e no álbum natalino This Christmas, lançado em 2012.
Em sua autobiografia publicada em 2019, Olivia admitiu que sempre existiu uma forte conexão entre os dois.
"Quando entramos juntos na sala, foi mágico. Nós realmente gostávamos um do outro e havia uma atração ali", escreveu.
Colegas de elenco também reforçam essa percepção. A atriz Didi Conn, intérprete de Frenchy em Grease, contou que Travolta era visivelmente apaixonado por Olivia e lembrou de uma cena cortada do filme em que o beijo entre os dois teria ultrapassado os limites da atuação.
Despedida emocionante
Quando Olivia Newton-John morreu, em 2022, após uma longa batalha contra o câncer de mama, Travolta publicou uma das homenagens mais emocionantes de sua carreira.
"Minha querida Olivia, você tornou a vida de todos nós muito melhor. Seu impacto foi incrível. Eu te amo demais. Nós vamos nos ver no final do caminho e vamos ser ótimos juntos novamente."
Segundo pessoas próximas ao ator, mesmo anos após a morte da atriz, a lembrança da parceira de Grease continua presente em sua vida.
"Ele a amou profundamente. Não há um dia em que não pense nela", afirmou uma fonte ouvida pela publicação.