Paolla Oliveira estreia em um novo gênero no cinema com A Herança de Narcisa, filme de terror que chega aos cinemas nesta quinta-feira (9). No longa, a atriz vive um desafio duplo ao interpretar duas personagens (mãe e filha), além de assumir cenas de grande exigência física e gravar as músicas do filme com a própria voz.
Em entrevista à revista Quem, Paolla contou que optou por realizar parte das sequências de risco sem o auxílio de dublês, decisão que deixou a equipe de produção apreensiva. Segundo ela, a experiência foi importante para aprofundar a construção da protagonista.
"Sou uma atriz muito física. Construir essa personagem dessa forma fez toda a diferença. Cada detalhe que construímos no corpo acabou trazendo um pouco mais dela para mim", afirmou.
A atriz explicou que os dublês permaneceram à disposição durante as gravações, mas ela fez questão de participar das cenas que considerava fundamentais para transmitir o sofrimento da personagem. Entre elas está uma sequência em que Ana aparece suspensa por cabos, presa pelos braços e pelos pés.
"Era importante sentir aquela dor, aquele peso e toda a angústia que a personagem vivia. Isso acabou me ajudando nas demais cenas", relatou.
Além do desafio físico, Paolla também precisou se preparar vocalmente. No filme, ela interpreta marchinhas inspiradas na década de 1960 e revelou ter feito aulas de canto antes das filmagens.
"Não sou cantora, principalmente nesse estilo mais antigo, mas tive toda a preparação necessária. A voz que aparece no filme é realmente a minha", disse.
Na trama, Ana retorna à antiga casa da mãe, Narcisa, após sua morte. Enquanto tenta vender o imóvel, passa a enfrentar acontecimentos sobrenaturais que a obrigam a revisitar traumas familiares e a relação marcada por conflitos com a matriarca.
Para Paolla, o suspense vai além do terror e convida o público a refletir sobre os próprios sentimentos e as marcas herdadas da família.
"A ideia é olhar para aquilo que incomoda, entender o que faz parte da nossa herança emocional e perceber o que já pode ser deixado para trás", concluiu.