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Curta maranhense “Tomate” vence prêmio nacional de cinema
Produção conquistou o júri com uma narrativa sensível sobre cuidado, conflitos familiares e reconciliação entre gerações.
Por Redação Rádio VB
Publicado em 19/07/2026 16:23 • Atualizado 19/07/2026 16:23
Entretenimento
“Tomate” transita entre o drama e a comédia para abordar cuidado e conflitos familiares (Foto: Divulgação)

O curta-metragem maranhense “Tomate”, dirigido por Karle Costa e Breno Garcia, conquistou o Prêmio Maria Joana de Melhor Curta-Metragem Brasileiro de 2026. O resultado foi anunciado após a exibição da produção no Festival Maria Joana de Cinema Canábico, realizado em Florianópolis, Santa Catarina.

Ao divulgar a premiação, a organização do festival ressaltou a qualidade do roteiro, o caráter coletivo da produção e a maneira sensível como a história foi desenvolvida. Segundo o júri, o reconhecimento foi concedido “pelo ótimo roteiro, com produção colaborativa, e sinceridade emocionante”.

Entre o afeto e a reconciliação


Com 15 minutos de duração, “Tomate” transita entre o drama e a comédia para abordar cuidado, conflitos familiares e os laços construídos entre diferentes gerações.


Na trama, um jovem rompe a relação com a avó após uma discussão. Tempos depois, ele precisa retornar para casa e assumir os cuidados da familiar, que está doente. A convivência diária, inicialmente marcada por ressentimentos, transforma-se em uma oportunidade de reaproximação.


O anúncio do prêmio também dedicou o reconhecimento às avós que poderiam ser beneficiadas por tratamentos à base de cannabis. A referência dialoga com a proposta do festival, dedicado a produções que discutem aspectos sociais, culturais, científicos, políticos e artísticos relacionados à planta.

Projeto nasceu dentro da UFMA


Gravado integralmente em São Luís, “Tomate” foi produzido pela Irin Omi, produtora independente formada por estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).


O projeto começou durante atividades acadêmicas e mobilizou universitários de diferentes áreas do audiovisual. A ideia inicial surgiu da música “Tomate”, composta pelo artista maranhense Victor Cravin como homenagem à própria avó.


A partir da canção, os realizadores incorporaram relatos e experiências de outras pessoas para construir uma narrativa mais ampla sobre afeto, diferenças geracionais, perdas e reconciliação.


“A ideia veio da música, mas foi sendo transformada para falar sobre o sentimento de ter uma avó, as diferenças entre gerações, os conflitos familiares e a importância da reconciliação”, explicou Karle Costa em entrevista concedida anteriormente.


Produção independente e colaborativa


A realização do curta também foi marcada pelos desafios comuns ao cinema independente. Parte das despesas com transporte, alimentação e logística foi custeada pelos próprios integrantes da equipe.


Para Karle Costa, o resultado reforça a importância da criação coletiva no audiovisual. “Cinema não se faz sozinho, sempre é algo coletivo onde tem uma troca. Nunca vai ser só o teu ponto de vista”, afirmou a diretora.

 
Além de Karle Costa e Breno Garcia, o Festival Maria Joana destacou a participação de Ranaisy Santos e parabenizou os demais profissionais das equipes artística e técnica envolvidos na produção. O prêmio amplia a projeção de “Tomate” no circuito nacional e evidencia a força da produção universitária e independente realizada no Maranhão.

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