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“Carrie” chega ao Prime Video com o horror da adolescência na era das redes
Mike Flanagan adapta Stephen King em oito episódios e leva a história de isolamento, repressão e violência escolar para os dias atuais
Por Redação Rádio VB
Publicado em 08/10/2026 06:00
Entretenimento
Summer H. Howell interpreta Carrie White, adolescente criada sob a vigilância da mãe (Foto: Divulgação)

O terror de “Carrie: A Estranha” ganhou novos meios de propagação. Na adaptação que estreou nesta quarta-feira (7) no Prime Video, a humilhação ultrapassa os corredores da escola e encontra nas redes sociais uma plateia permanente. Os oito episódios foram disponibilizados de uma só vez, na primeira versão em série do romance de Stephen King. Mike Flanagan assina o roteiro, atua como produtor executivo e dirige quatro capítulos.

Summer H. Howell interpreta Carrie White, adolescente criada sob a vigilância da mãe, Margaret, vivida por Samantha Sloyan. Após a morte do pai, a jovem precisa enfrentar o ambiente hostil de uma escola de ensino médio. Um episódio de bullying que viraliza e o despertar de poderes telecinéticos tornam ainda mais difícil sua entrada nesse mundo.


A atualização oferece um caminho fértil para revisitar a história. Uma agressão filmada pode ser reproduzida indefinidamente; o constrangimento acompanha a vítima até dentro de casa. É nessa extensão da crueldade cotidiana que a nova “Carrie” pode encontrar sua identidade, além da comparação inevitável com o filme de Brian De Palma.


O desafio dos próximos capítulos


O formato de oito episódios permite desenvolver as relações familiares, os colegas e o ambiente que cerca a protagonista. Também impõe uma exigência: cada história paralela precisa acrescentar tensão, sem afastar Carrie do centro da narrativa.


A expectativa para o restante da temporada está nessa construção. O desfecho conhecido torna especialmente importante o percurso até ele: compreender a solidão da personagem, o peso da repressão materna e as escolhas de quem participa ou assiste às agressões.


Para sustentar uma nova leitura, a série precisará fazer com que o público se importe com Carrie antes de temer seus poderes. O horror tem sua matéria-prima nas pessoas ao redor dela.

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