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“I Kissed a Girl” ou nada: a formanda que só queria a sua canção
Jovem escolheu a música como expressão de sua identidade, mas foi chamada três vezes sem que a faixa tocasse na festa de formatura
Por Redação Rádio VB
Publicado em 28/09/2026 09:08 • Atualizado 28/09/2026 09:08
Música
Formanda será indenizada após entrar na festa sem a música de Katy Perry (Foto: Divulgação)

A entrada de uma formanda de 19 anos tinha trilha escolhida: “I Kissed a Girl”, de Katy Perry. Na festa realizada em dezembro de 2025, em São Bento do Sul (SC), porém, o anúncio de seu nome veio sem música. Ela esperou no corredor, foi chamada outras duas vezes e, nas três tentativas, a canção não tocou. A falha terminou na Justiça, com a condenação da organizadora do evento ao pagamento de R$ 6 mil por danos morais.

Lançada no álbum One of the Boys, “I Kissed a Girl” ajudou a apresentar Katy Perry ao grande público com um refrão direto e uma provocação que marcou o pop do fim dos anos 2000. Para a estudante, a escolha ia além de um hit conhecido: a música representava quem ela é. “Tenho muito orgulho de ser quem eu sou”, disse ao explicar por que queria entrar ao som da faixa.



A jovem fazia parte da comissão de formatura e havia ajudado a enviar as músicas dos colegas à empresa. Durante a cerimônia, percebeu que algumas faixas estavam trocadas e alertou a equipe. Quando chegou sua vez, o nome foi anunciado, mas os alto-falantes ficaram em silêncio. Um vídeo anexado ao processo registrou a espera.


Depois da terceira chamada sem “I Kissed a Girl”, ela entrou ao som de “Um Sujeito de Sorte”, música usada na entrada de uma colega. Segundo seu relato, uma funcionária disse que, se não entrasse naquele momento, perderia a vez. A formanda afirma que seu nome não foi anunciado novamente.


A organizadora argumentou que a trilha individual era uma cortesia e sugeriu um possível problema no arquivo enviado. O juiz considerou que a empresa havia assumido o compromisso ao disponibilizar um sistema para receber as músicas e não comprovou defeito no arquivo. Para a Justiça, as chamadas repetidas diante do público e a entrada sem a canção escolhida ultrapassaram um simples contratempo da festa.


A indenização reconhece o dano, mas não repete a cena que a estudante e a família esperavam gravar. Como ela resumiu: “Nada vai fazer eu me formar de novo”.

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